teoria do fluxo

A teoria do fluxo de Mihaly Csikszentmihalyi

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A teoria do fluxo de Mihaly Csikszentmihalyi

A teoria do fluxo, proposta pelo psicólogo húngaro radicado nos Estados Unidos Mihaly Csikszentmihalyi , a partir de suas pesquisas iniciais sobre os estados de felicidade e de criatividade, afirma que a felicidade ocorre quando indivíduos experimentam estados mentais ótimos denominados por ele de “flow” (fluxo), compreendidos como estados de consciência caracterizados pela imersão e concentração totais, além da presença da motivação intrínseca, ou seja, a motivação que vem de você mesmo.

Esse estado de imersão no qual as pessoas entravam ao se dedicarem a uma determinada tarefa era alcançado , resumidamente, a partir de duas variáveis:

  • O desafio que essa atividade proporcionava;
  • A habilidade que a pessoa tinha ao desenvolver essa atividade

Se o desafio fosse muito pequeno logo o indivíduo mostrava desinteresse pela tarefa e não se engajava, o contrário também causava frustração, quando o desafio era maior que as habilidades possuídas.

Como atingir o estado de fluxo?

Nas pesquisas de Mihaly  foram entrevistados profissionais das mais diversas áreas : alpinistas, monges, pastores e uma gama enorme de pessoas com diferentes níveis de educação e cultura. Dentro desse grupo  Mihaly encontrou elementos comuns que apontavam para o estado flow:

  • Completo envolvimento na atividade que está realizando:  com foco e concentração;
  • Clareza interna: sabe-se o que deve ser feito, como deve ser feito;
  • Um sentimento de êxtase: sensação de  estar fora da realidade do dia a dia;
  • Ter consciência que a atividade é plena de ser realizada pois as habilidades são compatíveis com a tarefa;
  • Mente tranquila, sem preocupações ;
  • Foco total no momento presentes, como se as horas parecessem passar como se fossem minutos;
  • Motivação intrínseca, seja qual for o elemento que produz o estado de fluxo é a nossa própria recompensa

A gente faz melhor o que ama e o que sabe fazer de melhor

pessoa desenhando

Considerando a teoria de fluxo , o primeiro passo para alcançar esse estado flow de alta performance é descobrir aquilo que você sabe fazer de melhor. Muitos têm dificuldade de saber o que querem, de encontrar algo no que realmente sejam muito bons.

Se você encontrou o que ama fazer, mas ainda não tem as habilidades necessárias, procure desenvolvê-las. A parte mais difícil é encontrar algo com o que nos identificamos, algo que tenhamos paixão em fazer. Essa paixão vai te motivar a desenvolver habilidades na área de interesse que você possui.

Se por outro lado, você ainda não sabe o que fazer da vida, teste. Explore oportunidades. Tente fazer cursos que abordem algum assunto do seu interesse. Veja filmes, ouça músicas, vá a eventos, peça para ser voluntário, mas não deixe de validar. Quanto mais cedo você eliminar aquilo que não tem nada a ver com você , mais rápido você encontrará o que realmente faz você feliz.

O que te faz feliz?

homem escrevendo

Como está a sua vida atualmente? Você trabalha com algo que te traz satisfação? Quando digo satisfação não quero dizer que você não encara problemas ou desafios no seu trabalho, mas quero dizer que quando eles aparecem, você se sente motivado a buscar a solução, você faz com amor porque acredita no seu trabalho e o melhor, porque você sabe que nasceu pra isso.

Você está plenamente engajado e apaixonado por aquilo que realiza? Se a resposta for sim, parabéns, você provavelmente experimenta estados de fluxo (flow) grande parte do seu dia e realiza o seu trabalho com foco, nem vê o tempo passar, é feliz no que faz.

Contudo se a resposta for não, procure fazer um redesign na forma como você se envolve no seu trabalho. Tente novas abordagens para que atinja o estado flow e não sinta aquela sensação terrível de incômodo toda vez que vai ao trabalho, aquela sensação de estar no lugar errado, fazendo a coisa errada, desperdiçando o seu tempo.

Se constatar que não dá para fazer essa reescrita, talvez seja a hora de mudar completamente. Comece traçando metas e vá mudando até se encontrar pleno no que faz, tendo sede de caminhar além dos seus limites, tendo a certeza que encontrou o seu propósito.

[…] É gosto pervertido satisfazer-se com a mediocridade quando o ótimo está ao nosso alcance. – Isaac D’Israel.

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